Palavra do presidente da UHBB
E Depois da Embaixada?
Esta é uma pergunta que se faz ouvir por longos anos entre as organizações da UHBB e até o presente momento, sem resposta.
É sabido que, enquanto Embaixadores do Rei, nossas crianças e adolescentes vibram em participar de inúmeras atividades as mais variadas e agradáveis, onde acontecem conversão de almas, fortalecimento da fé, despertamento de vocação missionária, fortalecimento de vínculos de amizade, comunhão, fraternidade, cuidados na formação do caráter cívico e cristão e tantos outros predicados que aderem na formação completa do cristão e permanecem por toda vida.
Existe uma preocupação inquietante, tanto de pais como conselheiros e coordenadores sobre a continuidade dessas atividades que tem como tendência, interromper na vida do Embaixador, quando ele completa a idade de deixar a organização.
Uma idéia analisada como solução desse problema, foi a criação do GAM – Grupo de Ação Missionária, que seria a organização que daria continuidade nas atividades para os moços desligados das embaixadas.
O GAM, em determinadas regiões e em determinadas igrejas se transformou em bênção, mas na maioria das igrejas não prosperou.
Algumas situações podem ser analisadas como fator decisivo para dificultar o bom desempenho dos moços que saem da embaixada e ingressam no GAM. Podemos enumerar alguns deles: a preocupação com o vestibular; a definição da vocação profissional; a preocupação com um namoro mais sério e alguns outros mais que sempre inquietam nessa idade.
Alguns líderes tentaram introduzir atividades mais atrativas, formando dentro das embaixadas, um grupo denominado de Valentes, mesclando atividades com mais adrenalina e exercícios mais voltados para o militarismo, o que agradou a muitos e desagradou a outros. O certo é que o grupo começou a despertar interesse em muitos embaixadores mais crescidos.
Não se pode ignorar que há muita dificuldade de adaptação dos moços que deixam as embaixadas por limite de idade, na adesão a outras organizações da igreja, que em geral não oferece opção mais atrativa a esses moços.
As dificuldades na solução desse problema são desafiadoras. Até a revista do GAM não consegue se estabelecer com regularidade na sua impressão, não passando de mero encarte da revista com apenas quatro páginas de comunicação para esta organização tão preciosa se bem estruturada.
Ao me eleger em janeiro passado, em Cuiabá, como presidente dos Homens Batistas do Brasil, me chegaram ao conhecimento algumas críticas contra as atividades dos Valentes e comecei a me preocupar com o assunto. Tenho trocado idéias com pastores, líderes, conselheiros e os próprios gamistas e cheguei à conclusão que necessitamos reestruturar o GAM para que esta organização se desenvolva e ocupe o lugar que lhe está reservado, como organização pronta para a evangelização ordenada pelo próprio Jesus, como últimas palavras antes de ascender ao céu.
Participando da 22a. Assembléia dos Homens Batistas Capixabas, em São Gabriel da Palha, presenciei uma linda apresentação do GAM, ocasião em que todos foram tocados pela programação. Ao me fazer pronunciar na reunião, compartilhei minha preocupação em reestruturar o GAM, pontuando algumas idéias que tenho sobre o assunto. O orador desta Assembléia foi o pastor Sócrates de Oliveira, Diretor Geral da Convenção Batista Brasileira.
Como seria esta nova organização? A primeira preocupação é que as atividades sejam mais dosadas de adrenalina, em razão da idade de seus componentes.
Lendo a revista desse segundo Trimestre, no encarte do GAM, o coordenador do DCGAM Carioca, o irmão Alexandre Julião na Palavra de Líder para Líder enumerou várias atividades interessantes que podem perfeitamente encaixar na nova idéia do GAM. E eu acrescentaria mais algumas atividades como, evangelização dos grupos de riscos, que precisam conhecer Jesus, distribuição de cestas básicas para irmãos em necessidade de nossas igrejas, construção e reforma de templos, congregações e casa pastoral e tantos outros desafios.
Já encomendei um estudo para o irmão André Coelho, redator da revista O Embaixador, o qual é arquiteto, para estudar a possibilidade de um projeto para implantar no Sítio do Sossego, uma tirolesa partindo lá do Alto da Boa Vista, para cair dentro do lago que fica na parte baixa do Sítio. Estou planejando uma grande reunião de um dia inteiro, no Sítio do Sossego, com toda liderança do GAM, para estudarmos esta reestruturação e aproveitarmos as coisas boas dos valentes e implantá-las como atividade rotineira do GAM.
Pretendo também voltar a circular a revista do GAM a partir do próximo ano, com matérias e assuntos atrativos e relevantes para os componentes da organização.
Estas são algumas idéias que tenho sobre o assunto e gostaria muito que todos participassem dessa reestruturação, enviando suas sugestões e críticas para que possamos achar um ponto ideal para fazer vibrar essa moçada possuidora de um potencial extraordinário, afim de fazer movimentar nossas igrejas e evangelizar o Brasil e outras partes do mundo que carecem da nossa pregação.
Então já temos resposta para a dúvida levantada no título deste artigo: sim, depois da Embaixada, a luta continua! Só que mais ousada, mais divertida e mais cheia de adrenalina.
Aguardemos as novidades e até breve.
Walter Silva - Presidente da UHBB |